
Planície
2004
16 x 27 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES
Col. Particular
Em Busca da Cor da Vida

ISABEL MAGALHÃES
Geometria Iluminada
1999
73 x 92 cms
Acrílico s/tela
Col. Autora
E nem sequer são canorus; para nosso contentamento. |
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| Os anjos são de Rilke. Mas
quem para além do vaivém das marés? Quem quando só o mar e céu e nem um só se afoite na praia sem ninguém? Quem quando só eu e a noite? Manuel Alegre in Senhora das Tempestades |
| 12 de AGOSTO de 1907 Nasce em S. Martinho da Anta, Sabrosa, distrito de Vila Real, Trás-os-Montes, MIGUEL TORGA. CONFIDENCIAL Não me perguntes, porque nada sei Da vida, Nem do amor, Nem de Deus, Nem da morte. Vivo, Amo, Acredito sem crer, E morro, antecipadamente Ressuscitado. O resto são palavras Que decorei De tanto as ouvir. E a palavra É o orgulho do silêncio envergonhado. Num tempo de ponteiros, agendado, Sem nada perguntar, Vê, sem tempo o que vês Acontecer. E na minha mudez Aprende a adivinhar O que de mim não possas entender. in DIÁRIO |
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Nenhum cais Será apenas De partida e de chegada ... Há em cada regresso A mágoa de partir. Cada ida Tem agrilhoada A saudade de ficar Quando anuncias que vais. Sobra sempre um beijo Desconforto Quando o lenço branco Se desdobra E absorto Se despede ao vento E em silêncio Diz adeus ao sentimento Quem sabe ...até nunca mais ! E morrem no esquecimento Casas à beira do cais ... João Moutinho 23 de Outubro de 2000 |
| o Alberto Caeiro:
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Cada um é como é. Ambos existem."
É um facto; ambos existem! Mas, cá por mim, prefiro o Sol. Sempre dá para ir à praia, bronzear e poupar energia no secador da roupa. |
Porque será que à maioria dos poetas lhes desperta a verve quando cantam a tristeza dos desencontros do amor? E os grandes prémios de fotografia que apenas contemplam o trabalho dos que captam cenas de guerra e de miséria? E porque não cantar hinos á alegria em vez de dar à estampa o preto e branco do sofrimento? Será que a alegria "não vende"? Deixou de ser notícia? Passou de moda? Será que o homem é um ser triste, vampiro de situações negativas e que as alimenta com o desamor, com a infelicidade própria e a alheia, com os traumas, as frustações, as não realizações pessoais? E porque não inverter a situação? Porque não falar, escrever, fotografar o outro lado, o lado das coisas belas e das coisas boas, dos sentimentos bons como a amizade e o amor? O amor que todos temos para dar e que amiúde não damos, porque não sabemos, porque não queremos, por inércia ou omissão. O amor feliz, realizado, escrito, falado, pintado com uma paleta cheia de cores. |
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1º de Agosto, 1º de Inverno! Diziam os antigos, conhecedores dos ventos e dos mares, que o dia 1 de Agosto é o indício do Inverno que vamos ter. Eu, ignorante confessa dessas coisas, só posso desejar que o Inverno que há-de vir, seja ameno e que a chuva seja q.b. - como nas receitas de culinária - e já que há menos quem trabalhe de noite, que chova de preferência quando a maior parte dorme. Que tenhamos - enfim - sol na eira e chuva no nabal. Para contentamento de todos. |
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"O Pointer está para os cães de parar como um Ferrari para os automóveis." Representa a essência do cão de parar britânico mas as suas origens são continentais, sendo provavelmente descendente de Bracos Ibéricos levados para a Grã Bretanha no início do século XVIII por caçadores da nobreza. Os cruzamentos sucessivos num sistema de consanguinidade muito acentuada, com frequente troca de genitores, deu rapidamente origem a uma raça única de Pointers bastante homogénea. Especialistas incontestados das grandes extensões, estes cães destinavam-se à caça da perdiz e do grouse. "Demasiado rápido", "incontrolável", segundo uns, mas na verdade não merece essa reputação. O Pointer caça velozmente e longe mas é uma das mais excepcionais "máquinas de caçar". É dotado de um faro inigualável e de meios físicos impressionantes e na maioria dos casos, um maravilhoso descobridor de caça. É elegante, robusto, nervoso, bem constituído. De carácter brando, aceita bem o adestramento desde que este não tente fazer dele um cão lento e de caça sob arma. A sua inteligência permite-lhe adaptar-se a diferentes tipos de caça, desde que se lhe deixe espaço suficiente para desenvolver a sua busca. O seu caracteristico porte de cabeça acima da linha do dorso, permite-lhe captar a mais pequena emanação trazida pelo vento, mesmo a grande distância. A sua "paragem" é impressionante uma vez que não retarda a marcha ao sentir a emanação de uma peça. Pára simplesmente a alta velocidade e "petrifica" numa atitude de tal forma dominadora que bloqueia a caça. O Pointer é um aninal bem-disposto, amigável e excelente companheiro em casa, mesmo em apartamento. Contudo, tem uma enorme necessidade de exercício diário e treino regular de corrida com bom ou mau tempo, para que se mantenha saudável. Pelagem: Pêlo curto e fino, de distriuição uniforme; completamente liso e muito brilhante. Cor: As cores mais comuns são limão e branco, laranja e branco, fígado e branco e preto e branco. As pelagens uniformes ou tricolores também são aceites. Tamanho: Altura na espádua nos machos 63 a 69 cms; nas fêmeas 61 a 66 cms. |
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| Nem sempre o homem é um lugar triste. Há noites em que o sorriso dos anjos o torna habitável e leve: com a cabeça no teu regaço é um cão ao lume a correr às lebres. Eugénio de Andrade |
| Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique. Desbaratamos esperança, imaginando Uma causa maior que nos explique. Pensando nos secamos e perdemos Esta força selvagem e secreta, Esta semente agreste que trazemos E gera heróis e homens e poetas. Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo Malhando-nos a carne, até que em brasa Nossos sexos furiosos se confundam, Nossos corpos pensantes se entrelacem E sangue, raiva, desespero ou asa, Os filhos que tivermos forem nossos. José Carlos Ary dos Santos |
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uma qualquer eminência parda do pcp disse no telejornal da noite: - "Seja qual for o programa de governo do Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes, o pcp vai vetar".
É urgente que... alguma alma caridosa, esclareça a criatura que o País está primeiro que o partido.
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26.6.04
23:32 (JPP)
POBRE PAÍS
o nosso.
"Será que se faz ideia, em particular nos órgãos de comunicação social, da enorme confusão que as pessoas comuns, menos politizadas, sentem face a notícias que estão a ouvir nos intervalos do futebol? Notícias que se precipitam, com pequena clareza e explicação, feitas por gente que acompanha ao detalhe a luta política exclusivamente para gente literata na nossa política, sem cuidar da insegurança que geram?
As pessoas intuem que alguma coisa de importante se está a passar, mas não sabem o que é. Imaginam os comentários perplexos que, numa pequena aldeia, traduzem essa impotência pela falta de informação, ou pela informação apressada? O que é que se está a passar? O nosso PM morreu? Os comunistas vão ganhar? Vai mudar tudo? Quem vai governar é a Europa?
Todos estas perguntas me foram feitas. Esta é a realidade da percepção pública de uma crise inesperada, que surge com a máxima estranheza porque fora do quadro eleitoral normal."