quinta-feira, outubro 07, 2004

O PRIMEIRO DIA!


Também eu, fui pela primeira vez à escola, num dia 7 de outubro. Tinha seis anos, feitos 3 meses antes. Lembro-me que a minha mãe, ainda muito jovem mas de uma grande força interior, dizia ter feito um requerimento ao Senhor Ministro da Educação a solicitar a excepção de me aceitar um ano antes da idade oficial.
Era muito pequenina e tímida – excessivamente tímida – e o estar sentada e quieta não constituiu algo desagradável. Afinal, eu era uma criança única numa casa de adultos e passava muitas horas sózinha no meu “mundo” imaginário.
Sei que já sabia ler nesse dia em que entrei para a escola, e também sabia escrever os números e contar até 100. Acho que comecei a aprender mais ou menos aos 4 anos e por iniciativa própria porque aqueles pequenos desenhos que me diziam serem letras, encerravam um mundo fantástico e fascinante e juntos em grupos, diziam coisas e contavam as histórias que a minha mãe me lia antes de eu adormecer.
Mas foi apenas nesse ano que aprendi a desenhar o abecedário da caligrafia. Até aí só conhecia as letras de imprensa; as que via no Diário de Notícias, onde aprendi a ler.

OURICEIRA I


Isabel Magalhães
Ouriceira I
1998
70 x 50 cms
Acrílico sobre tela

(Col. Particular)


A minha primeira tela vendida em Galeria.

O título é uma homenagem à minha avó paterna, Alice C. Henriques Machado, ericeirence de gema, (1889-1976) filha, neta, bisneta, trisneta de ericeirenses... desde Francisco d'Oliveira Lobo (1687-1758). Casou com outro ericeirence, Sebastião Franco Machado, de quem teve 12 filhos.
O meu pai - o Domingos (1922-1980) - foi o 9º filho.

quarta-feira, outubro 06, 2004

SETENTRIÃO


Setentrião

1999
100 X 60 cms
Acrílico sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Particular


"Os Pontos Imaginários"
1ª Colectiva de Pintura da JFLaV
Fundação Marquês de Pombal
Janeiro 1999

terça-feira, outubro 05, 2004

DESCALÇA VAI PARA A FONTE LEONOR PELA VERDURA


Mestre Martins Correia - Escultor/Ceramista/Pintor
(1910-1999)



Conheci o trabalho do Mestre Martins Correia, na segunda metade da década de setenta e foi amor à primeira vista. Foi no Restaurante Bota Alta, no Bairro Alto, em Lisboa, onde o António Cassiano tem, no meio daquela colecção de arte, um cavalo com o traço inconfundível do Mestre. Sempre que lá jantava/almoçava - e era muito assídua - o meu olhar vagueava entre o prato e a tela e - porque não dizê-lo - sonhava com a ideia remota de pintar e ter trabalho exposto.
Mais tarde, em 1998, ano da minha primeira exposição em Galeria, foi-me dado o prazer de conhecer Martins Correia na Livraria/Galeria Municipal Verney, em Oeiras, nas comemorações dos 500 anos da Chegada dos Portugueses à Índia. A idade era já muito avançada embora mantivesse aquele brilho no olhar, característico de quem olha mais além. Mas foi em 2001 que tive a enorme honra de ser convidada a participar nos "Encontros em Agosto" - Colectiva de Pintura e Escultura, na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal e ver o meu trabalho exposto ao lado do do Mestre (com o pesar de ser a título póstumo).

segunda-feira, outubro 04, 2004

DIA MUNDIAL DO ANIMAL

Há tanto para fazer. Não fique indiferente. Faça qualquer coisa. Tome uma atitude!

Colabore com uma Associação de Protecção Animal da sua zona
.

domingo, outubro 03, 2004

OLÁ! SOU A BÁRBARA!


Venho, respeitosamente, apresentar-me. Sou a Bárbara! Uma cadela SRD - sem raça definida - cruzamento de rafeiro e pastor alemão. Vivo na APCA - Canil de São Pedro de Sintra. O meu estatuto de sénior coloca-me no grupo de difícil adopção. No entanto, adorava poder ter um lar - de preferência com quintal porque sou de grande porte - onde não ficasse acorrentada e tivesse um recanto quentinho para me abrigar que a idade não perdoa.
Ontem, recebi uma boa notícia. Fui apadrinhada! Tenho uma madrinha que ainda não conheço, mas que vai custear parte do meu sustento. Anseio conhecê-la. Espero que venha escovar-me e passear-me, um pouco, à trela. Todos os sábados, à tarde, alguns dos meus amigos que comigo residem no canil, saem a passeio com os padrinhos. Vem depressa, Isabel! Eu também quero ver o mundo lá fora.
www.apca.org.pt



LISBOA


Lisboa

1999
73 x 60 cms
Acrílico sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Dr. J. P. Barroco



Lisboa menina e moça, menina
da luz que os meus olhos vêem, tão pura
teus seios são as colinas, varina
pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz, bordada
toalha à beira mar, estendida
Lisboa menina e moça, amada
cidade mulher da minha vida.

Lisboa no meu amor, deitada
cidade por minhas mãos, despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida.

José Carlos Ary dos Santos

sábado, outubro 02, 2004

OS MEUS CÃES


O Diogo Cão e a Piccolina

A PICCOLINA



Faz hoje 18 meses que deixei que me seguisse, quando voltava do passeio matinal com o meu cão, e a convidei a entrar no prédio onde habito. Não mostrava timidez. Apenas um olhar assustado e o sobressalto próprio dos cães acossados. Estava sedenta e trazia uma coleira demasiado apertada para o pescoço magro, sinal de meses de abandono. Sobrou - disseram-me - do Plano de Erradicação de Barracas. Ficou no terreno, à espera da família que já não tinha e escapou aos funcionários do canil municipal, no dia em que chegaram as retroescavadoras. Procurou dono; seguiu vários que lhe deram comida e água e a devolveram à rua. Não desisitiu; é uma resistente, uma lutadora. Estava mal nutrida e a precisar de cuidados. Foi operada, tratada, acarinhada. Subiu de status - tem dona, casa e um amigo, com quem partilha cesto e brincadeiras e preenche a solidão das horas em que me ausento. E a ternura que me devolve no olhar é recompensa bastante.

sexta-feira, outubro 01, 2004

MES HOMMAGES, MADAME!


Broadway

1995
46 x 33 cms
Óleo sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Particular


Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) tem e terá sempre um lugar de destaque no meu coração. Esta é a pequena homenagem que lhe presto. Por respeito, assinei e datei atrás.

quinta-feira, setembro 30, 2004

ESTIO


Estio

1999
73 x 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Magda Magalhães

Pedro Magalhães
Designer de Comunicação

quarta-feira, setembro 29, 2004

LISBOA COM TEJO


Lisboa com Tejo

1996
90 x 100 cms
Óleo sobre platex
Isabel Magalhães

Col. Autora

terça-feira, setembro 28, 2004

PENÍNSULA


Península

2002
73 x 92 cms
Técnica mista - colagem e acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

segunda-feira, setembro 27, 2004

MAR DE MAIO I e II


Mar de Maio I e II

2004
2 x (22 x 15 cms)
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

sábado, setembro 25, 2004

AS CORES DA TERRA


ISABEL MAGALHÃES

As Cores da Terra
1998
100 x 60 cms
Acrílico sobre tela


Col. Particular

sexta-feira, setembro 24, 2004

FLORES


ISABEL MAGALHÃES

Flores
1999
89 x 116 cms
Acrílico sobre tela


Col. Particular




A AMIZADE NA BLOGOESFERA

As minhas flores para agradecer a todos em geral, e em especial aos que sentiram a minha falta nestes últimos dias e se preocuparam.

quarta-feira, setembro 22, 2004

ORIENTE


Oriente

1998
70 X 50 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Catarina Zimbarra (Designer)

terça-feira, setembro 21, 2004

CIDADE DO AMOR


ISABEL MAGALHÃES
Cidade do Amor
2001
73 x 92 cms
Acrílico sobre tela

segunda-feira, setembro 20, 2004

BUGANVÍLIA


Olympus [mju:] 300 Digital



Três troncos ressequidos deixados ao lado do contentor. Das folhas nem vestígio. Numa das extremidades, um emaranhado de raízes sujas de terra e com a forma do vaso demasiado pequeno que a albergara tempo de mais.
Não lhe ficou indiferente – talvez ainda houvesse esperança de vida. Levou-a para casa. Deu-lhe um vaso condizente com a envergadura dos troncos, acondicionou-a em 10 quilos de terra tratada. Podou-a para lhe devolver um aspecto harmonioso. Regou-a e esperou.
Três semanas passadas, os primeiros vestígios de vida – uns pequenos pontos verdes claros, vibrantes, a despontar nos troncos.
Na primavera seguinte, apesar da profusão de novos ramos e folhas, as flores teimavam em não aparecer. De que cor seriam?
Mais água, muita água e fertilizante nas doses indicadas na embalagem e a impaciência da espera. E assim passou quase todo o verão; um verão de cuidados e observação. Até que um dia, chegou à varanda e notou que nas extremidades dos jovens troncos, umas folhas se haviam transformado em pontos amarelo Indiano.
É a minha Buganvília amarela. E vive na varanda da minha sala, banhada pela luz que também me alimenta.