Acabei de chegar das docas. Fui jantar.
Na ida, na Avenida Brasília que é aquela avenida paralela à linha do comboio, no sentido Cascais Lisboa, e a muitas centenas de metros da doca de Santo Amaro, deparei com umas placas que anunciavam novos estacionamentos. Abri sinal de luzes e virei à direita. Fui seguindo até encontrar o parque. Passei a cancela da entrada depois de recolher o bilhete da máquina. Novas placas com o anúncio de novos estacionamentos, a preço mais barato e mais perto das docas. Estacionei, o mais junto possivel do fim do parque dado o diminuto número de viaturas. Saí do carro, fechei a porta, olhei em volta e comecei a fazer a pé o pequeno trajecto até à placa com a indicação "Acesso Pedonal". Por baixo da placa, quatro ou cinco degraus, que desci e no fim dos ditos... o deserto. Estava sob aquela enorme construção aérea, em tubo de ferro - que ainda ninguém sabe para que serve - por debaixo da Ponte 25 de Abril. Aos meus pés, maior que a área da tal construção, uma vasta zona coberta com gravilha grossa, delimitada de um lado pelo rio e do outro pela linha férrea dos comboios de mercadorias, imprópria para sapatos de salto, impossível para quem empurre uma cadeirinha de bebé, impensável para alguém com dificuldades de locomoção. Do tal acesso pedonal anunciado em letras gordas na placa, nem sinal. Voltei para trás, sempre a pé. Contornei o parque e tentei passar pela beira da doca junto ao rio, na esperança que o acesso fosse desse lado. Afinal, também não era! As placas indicam um acesso que não existe, enganam o utilizador/pagador. O concessionário da zona, cobra e brinca com o utente.
Aos meninos rabinos, dá-se um "tau-tau" no rabinho. E ao Porto de Lisboa, faz-se o quê?
Nota - GISPARQUES S.A. - segundo o cartão de saída do parque.