sábado, outubro 09, 2004

HORIZONTES II


Isabel Magalhães
Horizonte II
1999
81 x 65 cms
Acrílico sobre tela


(Col. Particular)

"DA COR AO CORAÇÃO"
Exposição Individual
Inauguração da Galeria Casa Santa Rita
Colares/Sintra 1999

sexta-feira, outubro 08, 2004

HOJE HÁ...

25 ANOS DE XUTOS & PONTAPÉS
Pavilhão Atlântico

quinta-feira, outubro 07, 2004

HOJE...

HÁ RUI VELOSO!

DuArteGarden - Casino Estoril - 23:30 H.

O PRIMEIRO DIA!


Também eu, fui pela primeira vez à escola, num dia 7 de outubro. Tinha seis anos, feitos 3 meses antes. Lembro-me que a minha mãe, ainda muito jovem mas de uma grande força interior, dizia ter feito um requerimento ao Senhor Ministro da Educação a solicitar a excepção de me aceitar um ano antes da idade oficial.
Era muito pequenina e tímida – excessivamente tímida – e o estar sentada e quieta não constituiu algo desagradável. Afinal, eu era uma criança única numa casa de adultos e passava muitas horas sózinha no meu “mundo” imaginário.
Sei que já sabia ler nesse dia em que entrei para a escola, e também sabia escrever os números e contar até 100. Acho que comecei a aprender mais ou menos aos 4 anos e por iniciativa própria porque aqueles pequenos desenhos que me diziam serem letras, encerravam um mundo fantástico e fascinante e juntos em grupos, diziam coisas e contavam as histórias que a minha mãe me lia antes de eu adormecer.
Mas foi apenas nesse ano que aprendi a desenhar o abecedário da caligrafia. Até aí só conhecia as letras de imprensa; as que via no Diário de Notícias, onde aprendi a ler.

OURICEIRA I


Isabel Magalhães
Ouriceira I
1998
70 x 50 cms
Acrílico sobre tela

(Col. Particular)


A minha primeira tela vendida em Galeria.

O título é uma homenagem à minha avó paterna, Alice C. Henriques Machado, ericeirence de gema, (1889-1976) filha, neta, bisneta, trisneta de ericeirenses... desde Francisco d'Oliveira Lobo (1687-1758). Casou com outro ericeirence, Sebastião Franco Machado, de quem teve 12 filhos.
O meu pai - o Domingos (1922-1980) - foi o 9º filho.

quarta-feira, outubro 06, 2004

SETENTRIÃO


Setentrião

1999
100 X 60 cms
Acrílico sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Particular


"Os Pontos Imaginários"
1ª Colectiva de Pintura da JFLaV
Fundação Marquês de Pombal
Janeiro 1999

terça-feira, outubro 05, 2004

DESCALÇA VAI PARA A FONTE LEONOR PELA VERDURA


Mestre Martins Correia - Escultor/Ceramista/Pintor
(1910-1999)



Conheci o trabalho do Mestre Martins Correia, na segunda metade da década de setenta e foi amor à primeira vista. Foi no Restaurante Bota Alta, no Bairro Alto, em Lisboa, onde o António Cassiano tem, no meio daquela colecção de arte, um cavalo com o traço inconfundível do Mestre. Sempre que lá jantava/almoçava - e era muito assídua - o meu olhar vagueava entre o prato e a tela e - porque não dizê-lo - sonhava com a ideia remota de pintar e ter trabalho exposto.
Mais tarde, em 1998, ano da minha primeira exposição em Galeria, foi-me dado o prazer de conhecer Martins Correia na Livraria/Galeria Municipal Verney, em Oeiras, nas comemorações dos 500 anos da Chegada dos Portugueses à Índia. A idade era já muito avançada embora mantivesse aquele brilho no olhar, característico de quem olha mais além. Mas foi em 2001 que tive a enorme honra de ser convidada a participar nos "Encontros em Agosto" - Colectiva de Pintura e Escultura, na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal e ver o meu trabalho exposto ao lado do do Mestre (com o pesar de ser a título póstumo).

segunda-feira, outubro 04, 2004

DIA MUNDIAL DO ANIMAL

Há tanto para fazer. Não fique indiferente. Faça qualquer coisa. Tome uma atitude!

Colabore com uma Associação de Protecção Animal da sua zona
.

domingo, outubro 03, 2004

OLÁ! SOU A BÁRBARA!


Venho, respeitosamente, apresentar-me. Sou a Bárbara! Uma cadela SRD - sem raça definida - cruzamento de rafeiro e pastor alemão. Vivo na APCA - Canil de São Pedro de Sintra. O meu estatuto de sénior coloca-me no grupo de difícil adopção. No entanto, adorava poder ter um lar - de preferência com quintal porque sou de grande porte - onde não ficasse acorrentada e tivesse um recanto quentinho para me abrigar que a idade não perdoa.
Ontem, recebi uma boa notícia. Fui apadrinhada! Tenho uma madrinha que ainda não conheço, mas que vai custear parte do meu sustento. Anseio conhecê-la. Espero que venha escovar-me e passear-me, um pouco, à trela. Todos os sábados, à tarde, alguns dos meus amigos que comigo residem no canil, saem a passeio com os padrinhos. Vem depressa, Isabel! Eu também quero ver o mundo lá fora.
www.apca.org.pt



LISBOA


Lisboa

1999
73 x 60 cms
Acrílico sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Dr. J. P. Barroco



Lisboa menina e moça, menina
da luz que os meus olhos vêem, tão pura
teus seios são as colinas, varina
pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz, bordada
toalha à beira mar, estendida
Lisboa menina e moça, amada
cidade mulher da minha vida.

Lisboa no meu amor, deitada
cidade por minhas mãos, despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida.

José Carlos Ary dos Santos

sábado, outubro 02, 2004

OS MEUS CÃES


O Diogo Cão e a Piccolina

A PICCOLINA



Faz hoje 18 meses que deixei que me seguisse, quando voltava do passeio matinal com o meu cão, e a convidei a entrar no prédio onde habito. Não mostrava timidez. Apenas um olhar assustado e o sobressalto próprio dos cães acossados. Estava sedenta e trazia uma coleira demasiado apertada para o pescoço magro, sinal de meses de abandono. Sobrou - disseram-me - do Plano de Erradicação de Barracas. Ficou no terreno, à espera da família que já não tinha e escapou aos funcionários do canil municipal, no dia em que chegaram as retroescavadoras. Procurou dono; seguiu vários que lhe deram comida e água e a devolveram à rua. Não desisitiu; é uma resistente, uma lutadora. Estava mal nutrida e a precisar de cuidados. Foi operada, tratada, acarinhada. Subiu de status - tem dona, casa e um amigo, com quem partilha cesto e brincadeiras e preenche a solidão das horas em que me ausento. E a ternura que me devolve no olhar é recompensa bastante.

sexta-feira, outubro 01, 2004

MES HOMMAGES, MADAME!


Broadway

1995
46 x 33 cms
Óleo sobre tela
Isabel Magalhães

Col. Particular


Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) tem e terá sempre um lugar de destaque no meu coração. Esta é a pequena homenagem que lhe presto. Por respeito, assinei e datei atrás.

quinta-feira, setembro 30, 2004

ESTIO


Estio

1999
73 x 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Magda Magalhães

Pedro Magalhães
Designer de Comunicação

quarta-feira, setembro 29, 2004

LISBOA COM TEJO


Lisboa com Tejo

1996
90 x 100 cms
Óleo sobre platex
Isabel Magalhães

Col. Autora

terça-feira, setembro 28, 2004

PENÍNSULA


Península

2002
73 x 92 cms
Técnica mista - colagem e acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

segunda-feira, setembro 27, 2004

MAR DE MAIO I e II


Mar de Maio I e II

2004
2 x (22 x 15 cms)
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

sábado, setembro 25, 2004

AS CORES DA TERRA


ISABEL MAGALHÃES

As Cores da Terra
1998
100 x 60 cms
Acrílico sobre tela


Col. Particular

sexta-feira, setembro 24, 2004

FLORES


ISABEL MAGALHÃES

Flores
1999
89 x 116 cms
Acrílico sobre tela


Col. Particular




A AMIZADE NA BLOGOESFERA

As minhas flores para agradecer a todos em geral, e em especial aos que sentiram a minha falta nestes últimos dias e se preocuparam.

quarta-feira, setembro 22, 2004

ORIENTE


Oriente

1998
70 X 50 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Catarina Zimbarra (Designer)

terça-feira, setembro 21, 2004

CIDADE DO AMOR


ISABEL MAGALHÃES
Cidade do Amor
2001
73 x 92 cms
Acrílico sobre tela

segunda-feira, setembro 20, 2004

BUGANVÍLIA


Olympus [mju:] 300 Digital



Três troncos ressequidos deixados ao lado do contentor. Das folhas nem vestígio. Numa das extremidades, um emaranhado de raízes sujas de terra e com a forma do vaso demasiado pequeno que a albergara tempo de mais.
Não lhe ficou indiferente – talvez ainda houvesse esperança de vida. Levou-a para casa. Deu-lhe um vaso condizente com a envergadura dos troncos, acondicionou-a em 10 quilos de terra tratada. Podou-a para lhe devolver um aspecto harmonioso. Regou-a e esperou.
Três semanas passadas, os primeiros vestígios de vida – uns pequenos pontos verdes claros, vibrantes, a despontar nos troncos.
Na primavera seguinte, apesar da profusão de novos ramos e folhas, as flores teimavam em não aparecer. De que cor seriam?
Mais água, muita água e fertilizante nas doses indicadas na embalagem e a impaciência da espera. E assim passou quase todo o verão; um verão de cuidados e observação. Até que um dia, chegou à varanda e notou que nas extremidades dos jovens troncos, umas folhas se haviam transformado em pontos amarelo Indiano.
É a minha Buganvília amarela. E vive na varanda da minha sala, banhada pela luz que também me alimenta.

CONSTRUÇÃO II


Construção II

1999
73 X 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

domingo, setembro 19, 2004

MANHATTAN II


ISABEL MAGLHÃES
Manhattan II
1998
50 x 70 cms
Acrílico sobre tela


(Col. Particular)

sábado, setembro 18, 2004

OS ELEMENTOS - TERRA


Terra

1998
100 x 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

sexta-feira, setembro 17, 2004

JANELAS DA 24


Janelas da 24

1996
65 x 80 cms
Óleo sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Pedro Magalhães (Designer)

quinta-feira, setembro 16, 2004

VIBRATO


Vibrato

2004
100 x 100 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Autora




Exposição Colectiva de Pintura
Galeria de Arte
Fundação Marquês de Pombal
Palácio dos Aciprestes
Linda-a-Velha

de 11 a 25/9

quarta-feira, setembro 15, 2004

NEW YORK I


NY I

1996
50 x 65 cms
Óleo sobre tela
ISABEL MAGLHÃES

Col. Autora

terça-feira, setembro 14, 2004

SUPERNOVA


Supernova

1997
60 x 50 cms
Técnica mista - colagem e acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

segunda-feira, setembro 13, 2004

OURICEIRA II


Isabel Magalhães
Ouriceira II
1998
70 x 50 cms
Acrílico sobre tela
(Col. Particular)

domingo, setembro 12, 2004

ALGARVE


Fuzeta - ALGARVE

1999
73 x 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

sábado, setembro 11, 2004

EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE PINTURA

A Junta de Freguesia de Linda-a-Velha, faz a sua 3ª mostra de pintura, de 11 a 25 de setembro, na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal, Palácio dos Aciprestes, Av Tomás Ribeiro, 18 em Linda-a-Velha.
Horário: De 2ª a 6ª das 15h às 18h. Sábado das 15h às 19h. Encerra ao domingo.

OS ELEMENTOS - AR


Ar

1998
100 x 60 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES
Col. Particular


The intellect in every man is God.
MENANDER

sexta-feira, setembro 10, 2004

SALADA DE CAMARÃO COM FRUTOS TROPICAIS


OLYMPUS [mju:] 300 Digital
.
Gosto de jantar nas docas. Gosto de ver os barcos no seu baloiçar suave, mastros ao alto, numa dança que me inspira.
Gosto de ver o Tejo, o brilho da lua nas águas escuras a correrem docemente a montante e a jusante e as luzes da outra margem reflectidas em miríades multicores.
Relembro as viagens de Cacilheiro da minha infância, em tardes calmas pela mão da minha avó. Oiço o senhor dos rebuçados – Cada Cor Seu Paladar – a saltar do barco em andamento que a vida é dura e não pára e é preciso vender no outro que espera largar.
E as travessias de algumas tardes de quarta-feira a Porto Brandão, com os meus filhos, para lhes ocupar o horário reduzido do colégio, e lhes mostrar que-linda-que-é-Lisboa-vista-da-margem-sul.
Gosto deste rio, tantos anos oculto, tantos anos ausente, numa cidade teimosamente de costas voltadas. Gosto destes novos espaços na zona ribeirinha, entre o Cais do Sodré e Algés.
Gosto que tenham devolvido o rio à minha cidade.

quinta-feira, setembro 09, 2004

CONSTRUÇÃO I - Casa Cheia de Vida


Casa Cheia de Vida

1999
73 x 92 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGLHÃES

Col. Particular

quarta-feira, setembro 08, 2004

terça-feira, setembro 07, 2004

CIDADE SUSPENSA


Cidade Suspensa

1999
81 x 100 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

segunda-feira, setembro 06, 2004

MONTE


Monte

1999
81 X 65 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MGALHÃES

Col. Particular

domingo, setembro 05, 2004

THE DA VINCI CODE


Quando, há uns meses, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, no seu programa semanal, em que dá a volta ao mundo em 30 minutos – mais ou menos – se pronunciou sobre o Código Da Vinci, confesso que perdi o entusiasmo. Eu prezo a opinião do Professor e o comentário que teceu, levou-me a rejeitar o livro que me quiseram oferecer. Entretanto, e findos os 3 livros que tinha em mãos, venceu a curiosidade.
The Da Vinci Code de Dan Brown, na versão original, vai ser a minha leitura para os próximos tempos. São 593 páginas – com letra muito miudinha.
Quem mo indicou, disse-me valer a pena.

COLARES


Colares

1999
72 x 93 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Autora

sábado, setembro 04, 2004

O MEU CÃO


O Meu Cão

1998
60 x 50 cms
Colagem e óleo sobre tela
ISABEL MAGLHÃES

Col. Autora

sexta-feira, setembro 03, 2004

Como artista plástica, há vários anos que exponho o meu trabalho; em exposições individuais, colectivas ou em regime de exposição permanente.
Não me escondo profissionalmente; uso o meu nome e os Galeristas fazem a sua divulgação.
Expor é exactamente isso; expor a obra e o nome. É estar sujeito às criticas – boas e más – já que gostar e não gostar, são direitos de todos e de cada um. O que pinto não agrada a todos e, no que me diz respeito, também não gosto de toda a pintura.
Seria presunção esperar ou exigir de outro modo. O que eu espero e exijo é que os comentários, feitos no blog, ao meu trabalho, sejam honestos, e não de teor ordinário, chocarreiro e caceteiro.
O autor – porque se trata de um único, com vários registos e já identificado – tem vindo a deixar frases desse teor. Pelo entaramelado das palavras, pela repetição das frases e pelo tipo de semântica usada, a análise torna-se fácil.
A esse tipo de “escrita”, assim como aos ataques de índole pessoal que tem vindo a perpetrar, - que "baixo" e que ausência de valores, refazer e transformar em insultos, as informações constantes do meu portfólio e dos catálogos das exposições - a esses, dizia, reservo-me o direito de os remeter à “cesta secção”. Afinal, o blogger até disponibiliza uns pequenos caixotes.
Resta lamentar que – como outro alguém me disse - se perca um espaço de convívio privilegiado.
É esta a blogosfera (im)possível.

MARGINAL


Marginal

1998
70 x 50 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Restaurante Bota Alta - Lisboa

quinta-feira, setembro 02, 2004

NATUREZA VIVA


Natureza Viva

1999
81 x 116 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Autora

quarta-feira, setembro 01, 2004

O PRINCÍPIO DAS COISAS


O Princípio das Coisas

1998
60 x 70 cms
Técnica Mista - colagem e acrílico s/tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

O BARCO

Somos um Estado Soberano; não somos?

segunda-feira, agosto 30, 2004

PISCES


ISABEL MAGALHÃES
Pisces
1999
92 x 73 cms
Acrílico sobre tela

Col. Particular

domingo, agosto 29, 2004

LIMITES


ISABEL MAGALHÃES
Limites
1999
92 x 73 cms
Acrílico sobre tela


Col. Autora

sábado, agosto 28, 2004

PARA O GUI

(Meu desconhecido amigo da blogosfera)

Por vezes, e que me perdoem os Grandes Mestres que possam não concordar, digo eu, uma autodidacta em pintura, e também porque o disseram Grandes Mestres que já não moram aqui, é necessário esquecer os conhecimentos académicos para poder criar, para libertar a pintura que vai na alma.
Dito por mim, pode parecer suspeito – sou apenas menos que uma ínfima partícula na pintura. Não renego a técnica e conhecer os materiais, saber utilizá-los e dominá-los é essencial. Não renego o que outros – muitíssimos outros – me possam ensinar; tenho ainda tantos livros para ler, tantas exposições para ver, “a ver também se aprende” – dizia sempre o meu pai - e eu pertenço ao grupo a quem é essencial “meter as mãos na massa” para complementar a leitura, os ensinamentos. Sem esse acto, não ultrapasso a insegurança. É a curiosidade, a necessidade de sentir fisicamente – a pintura é também um acto físico – que me impulsionam a experimentar, a destruir para construir.
O que eu recuso é que me condicionem a mão, o traço, o rasto deixado pelo pincel ou pela espátula. Que me reduzam, enfim, o olhar, à condição de lente de máquina fotográfica.
Sem, de modo algum, autodenominar de arte aquilo que faço, mas consciente da diferença entre “Arte e Saber Fazer” tenho sempre presente algo que um Pintor cujo trabalho muito prezo – Jorge Martins – escreveu: - “Há dois tipos de pintores; os que sabem de antemão o que vão pintar, e os outros. Os que vão para o cavalete e deixam que aconteça”.
É assim que estou na pintura; deixo que aconteça! Deixo que “Alguém” guie a minha mão.
Tudo isto para quê? Para te dizer que deixes que a mão que segura os pincéis, te leve onde a alma te quiser levar. Sem medo, sem receio. Talvez aí encontres a evolução que pretendes.

PINTO DE COR


ISABEL MAGALHÃES
Pinto de Cor
1999
73 X 60 cms
Acrílico sobre tela


Col. Autora

sexta-feira, agosto 27, 2004

ALENTEJO


ISABEL MAGALHÃES
Alentejo
1998
70 x 50 cms
Acrílico sobre tela



(Col. Particular)

quinta-feira, agosto 26, 2004

ENTARDECER


ISABEL MAGLHÃES
Entardecer
1997
50 x 70
Acrílico sobre tela



(Col. Magda Magalhães)

quarta-feira, agosto 25, 2004

MONET



(1840 – 1926)

No início dos anos 90, comprou um terreno um pouco mais abaixo da sua casa, num local exótico. Um regato permite-lhe dispor em jardim de água esses quase 7.500 metros quadrados. Mais tarde, pagará a um jardineiro para tratar dos nenúfares que aí crescem e a mais cinco para o resto do jardim.
Em 1895, manda construir uma pequena ponte japonesa. Esta extensão de água imóvel sob o sol, animada pelo zumbido das libélulas, com as suas rãs escondidas nos roseirais que se deixam cair dentro de água quando alguém se aproxima, é para Monet um local de paz e meditação. O lago, as suas plantas aquáticas, as suas algas, a sua profusão de lírios selvagens, os roseirais e chorões, os seus charcos de nenúfares nacarados, transforma-se na inspiração principal dos últimos trinta anos de vida do pintor. Pode ver-se Monet que, literalmente, se aproxima do seu tema, enquadra-o como com um zoom para finalmente nele mergulhar por completo. Primeiro são as grandes composições, depois as vistas parciais do lago com a ponte japonesa e por fim os pormenores do pedaço de água onde o céu já só está presente através do seu reflexo. Nestas telas não existe horizonte. Árvores, céu e nuvens reflectem-se no espelho de água – não podemos, sem dúvida, falar de paisagens no sentido estrito do termo. Monet designava-as por “espelhos de água”.

(TASCHEN)

NO LAGO DE MONET


No Lago de Monet

2000
92 x 73 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

terça-feira, agosto 24, 2004

5ª AVENIDA


ISABEL MAGALHÃES

5ª Avenida
1999
100 x 81 cms
Acrílico sobre tela


(Col. Autora)

sábado, agosto 21, 2004

EXPLOSÃO DE COR


ISABEL MAGALHÃES
Explosão de Cor
2003
100 x 100 cms
Acrílico sobre tela



(Col. Particular)


EXPOSIÇÃO "RETROSPECTIVAS"

2 Artistas

GALERIA CASA SANTA RITA

COLARES

sexta-feira, agosto 20, 2004

JANELA SOBRE A CIDADE


Isabel Magalhães

Janela Sobre a Cidade
2001
92 x 73 cms
Acrílico sobre tela


Col. Pintor/Escultor Raúl Rodrigues

quinta-feira, agosto 19, 2004

PLANÍCIE


Planície

2004
16 x 27 cms
Acrílico sobre tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular

quarta-feira, agosto 18, 2004

Fernando Pessoa

XI

Não sou eu quem descrevo. Eu sou a tela

E oculta mão colora alguém em mim.

Pus a alma no nexo de perdê-la

E o meu princípio floresceu em Fim.

Que importa o tédio que dentro em mim gela,

E o leve Outono, e as galas, e o marfim,

E a congruência da alma que se vela

Com os sonhados pálios de cetim?

Disperso... E a hora como um leque fecha-se...

Minha alma é um arco tendo ao fundo o mar...

O tédio? A mágoa? A vida? O sonho? Deixa-se...

E, abrindo as asas sobre Renovar,

A erma sombra do voo começado

Pestaneja no campo abandonado...
 
 

CIDADE AO MEIO-DIA


Cidade ao meio-dia

2001
92 X 73 cms
Acrílico s/tela
ISABEL MAGALHÃES

Col. Particular