"Enfim, acabou! O livro está pronto e será lançado em Lisboa, no dia 16 de Maio [18:30, na Ordem dos Advogados, no Largo de São Domingos], no Porto no dia 17 [pela mesma hora, no Clube Literário do Porto, na Rua da Alfândega, n.º 22] e em Faro [R. Dr. Cândido Guerreiro, nº 30, ao Largo do Mercado] no dia 3 de Junho. Pelo meio, fica a Feira do Livro em Lisboa." quinta-feira, maio 11, 2006
"Enfim, acabou! O livro está pronto e será lançado em Lisboa, no dia 16 de Maio [18:30, na Ordem dos Advogados, no Largo de São Domingos], no Porto no dia 17 [pela mesma hora, no Clube Literário do Porto, na Rua da Alfândega, n.º 22] e em Faro [R. Dr. Cândido Guerreiro, nº 30, ao Largo do Mercado] no dia 3 de Junho. Pelo meio, fica a Feira do Livro em Lisboa." terça-feira, maio 09, 2006
A HISTÓRIA DE UM OLHAR
domingo, abril 30, 2006
Os cães são a grande atracção das colecções deste outono/inverno. A qualidade desta pele é idêntica à das martas ou raposas se forem esfolados vivos, o que acontece a milhares de cães em todo o mundo com a ajuda de técnicas paralisantes como a eletrocução anal, genital ou ainda a introdução de água na garganta com uma mangueira. O resto da história não tem um final feliz.
PELES. O ÚLTIMO GRITO DA MODA?
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
MAX ERNST 1891-1976
Todos têm uma ideia sobre arte: o filólogo, o teólogo, o crítico, o jurista, o militar, o historiador de arte e o Senhor Presidente da Câmara. Não é verdade que cada um tem o “seu” gosto?
Perdão, Senhores, a arte nada tem a ver com o gosto, a arte, não está lá para ser “degustada” mas o Senhor Presidente da Câmara pensa que a arte está lá para que a “julguem”, a arte moderna, que é “julgada do ponto de vista comercial”.
Como é que uma ideia tão original pode ter saído da cabeça de um Presidente da Câmara? O que o Presidente da Câmara quer, é o que os críticos dos jornais diários fazem, os grandes e os pequenos. Querem emitir juízos sobre arte. Eis como é confortável, dado que uma qualquer crítica errónea não tem necessidade de ser desmentida. Os “juízes” da arte falam do “saber fazer”, deploram que este saber fazer não exista absolutamente nada nos mais “jovens”. Por vezes mesmo deploram isso muito seriamente . Mas sabem então Senhores em que consiste esse “saber fazer”? Não, os Senhores não o sabem. Crêem que saber fazer é saber desenhar e pintar correctamente, como o “sabe fazer” um aparelho fotográfico desde que se inventou a fotografia a cores. O nariz não deve ser muito comprido, nem a perna demasiado curta. E esta a “base sólida” vão procurá-la nas escolas de belas-artes e tornam-se alguém-que-conhece-bem-o-seu-ofício.
Saber fazer significa saber dar forma. Saber fazer subentende que se é capaz de pressentir a vida interior da linha e da cor. (Linha e cor elas mesmas destacadas do objecto. Pintura absoluta no sentido em que se fala de música absoluta.) Saber fazer subentende que se venceu. Para o artista, as coisas mais quotidianas, tais como as mais raras, podem tornar-se uma aventura, as cores de uma tonalidade, um emaranhado de linhas.
Este novo saber fazer subentende que o público e sobretudo o crítico, “saibam fazer” qualquer coisa. O crítico deve ser capaz de reconhecer na forma elaborada pelo artista o que ele viveu e deve poder revivê-lo ele próprio.
Se, além disso, ele for capaz de exprimir numa linguagem clara o que ele sentiu diante de uma obra de arte, tem o direito de escrever sobre arte. Talvez mesmo de emitir opiniões sobre arte. O critico deve ainda poder fazer outra coisa: renunciar a pretender vaidosamente que é o tutor da arte, que pode desempenhar um papel de conselheiro, dizer aos artistas como fazer melhor. Mas vós, Senhores juízes, não sabeis nada de arte.
E.
Volksmund, Bona 30.10.1912
E. (Ernst, Max)
terça-feira, abril 04, 2006
segunda-feira, abril 03, 2006
ANTONI TÀPIES
domingo, abril 02, 2006
PARABÉNS "PICCOLINA"!
Não sabemos em que dia nasceste, nem o ano. Sabemos que eras uma jovem adulta, poderias ter um ou dois anos de vida e estás connosco faz hoje três anos.
Dessa vez nem sequer tive coragem de pedir a algum passante que te segurasse e deixei que viesses comigo. Dei-te banho, desparasitei-te, levei-te à Clínica do Dr. A. Monteiro, - um grande amigo que trata dos meus cães quase há três décadas - foste vacinada, agendou-se a esterilização e cá estás tu, três anos passados, no conforto do lar, integrada na família.
Também não sei se tens reminiscências dos tempos em que andaste à deriva; suponho que sim. Há situações em que demonstras ter medo, há lugares aqui próximo de casa onde recusas ir, há pessoas que te inspiram terror e de quem foges...
Contaram-me depois que eras "aqui da zona" e que foste deixada à tua sorte aquando do plano de erradicação de barracas. Rasteirinha e rápida como és certamente fugiste aos funcionários da CMO que vieram apanhar os animais que sobraram.
Adquiriste hábitos de higiene, deixaste de me destruir o património, conheces todas as rotinas que te dizem respeito, identificas os sons da casa e sabes os meus gestos. E eu estou feliz por te ter recolhido e grata pela ternura com que me olhas!
sábado, abril 01, 2006
ROBERT MOTHERWELL
México é outra grande fonte de referências simbólicas para Motherwell. Mais ainda do que no caso de Espanha, o pintor relaciona este país com as ideias da morte e do sangue: "Muitos anos depois da minha visita ao México, as salpicadelas de sangue continuaram a aparecer nos meus quadros; é a pintura vermelha".
Foto: Steven Sloman
sexta-feira, março 31, 2006
ROY LICHTENSTEIN (1923-1997)
terça-feira, março 28, 2006
ROY LICHTENSTEIN (1923-1997)
Roy Lichtenstein no seu estúdio, 1985


A Melodia Persegue a Minha Fantasia, 1965
The Melody Haunts My Reverie
Tela de seda em vermelho, azul, amarelo, preto, 69,9 x 51,4 cm.
De certa forma, Lichtenstein sempre pareceu estar a considerar toda a arte quando pintava, pensando o que seria a arte, o que esta representava, para que servia, quando e se ele a desejava ou não.
Era quase impossível para Lichtenstein olhar para a arte com a reverência que a classe média instruída lhe dedicava. A banalidade fria transportada para a sua banda desenhada e para as suas imagens publicitárias, era um insulto para a instituição da arte, tradicionalmente ligada, como era, às coisas intelectuais e espirituais.
Óleo sobre tela, 91,4 x 172.7 cm.
segunda-feira, março 27, 2006
ROBERT MOTHERWELL
domingo, março 26, 2006
A ARTE ZEN E A DISTÂNCIA OCIDENTAL

"A aldeia da montanha envolta en névoa", pintura de Eitoku, época Muromachi, obra que evidencia claramente o estilo zen em pintura onde as formas se reduzen ao mínimo e os traços são também difusos. Procura-se, assim, sugerir o vazio ou o todo que rodeia o fim ou limite das formas.
Foto: http://www.temakel.com/ensayobzenartejapon.htm
A seita budista conhecida na China por Ch’an e no Japão por Zen foi o único ramo da fé budista a exercer uma profunda e duradora influência na pintura. A doutrina, trazida para a China no século VI por um monge indiano chamado Bodhidharma, era diferente da doutrina de todas as outras seitas, na medida em que negava absolutamente o valor dos templos, das imagens e escrituras, dos rituais, e até da própria doutrina, como meios auxiliares da obtenção da iluminação. Bodhidharma, o Primeiro Patriarca, ensinava que Buda devia ser encontrado, se encontrado viesse a ser, na alma do homem, e através da verificação desta verdade dentro de si próprio um indivíduo podia atingir o conhecimento da “essência de Buda”, que está presente em todas as coisas, animadas e inanimadas.
Depois de Bodhidharma, o budismo Zen cindiu-se em duas escolas rivais. A escola “nortista” fundada por outro monge indiano, Budhapriya, reivindicava que a verdade pode ser atingida através dos caminhos convencionais da disciplina e do estudo; a “sulista”, da qual fazia parte o Quinto Patriarca, Hui Neng, na qualidade de chefe principal, negava a validade destes meios, insistindo em que a iluminação provinha subitamente de si mesma e penetrava na mente despida de todas as impurezas intelecuais. A escola “nortista” corrompeu-se mas a “sulista” conservou o puro ensinamento de Bodhidharma e Hui Neng, vindo a tornar-se uma fonte de profunda inspiração para pintores, especialmente para os de tradição erudita.
Determinados artistas, considerando que os métodos ortodoxos já não estavam à altura das suas necessidades, começaram a experimentar técnicas tão ousadas e excêntricas como as dos modernos expressionistas abstractos. O clarão da iluminação Zen, impossível de comunicar por palavras, poderia manifestar-se no gesto expontâneo do pincel do pintor, e cada pintura destes mestres era uma revelação do próprio eu, carregada de sentido no próprio acto de pintar.
Os sectários de Zen, aqueles que eram somente teóricos, defendiam que qualquer pintor que exprimisse os seus momentos de iluminação com expontaneidade absoluta actuava no verdadeiro espírito de Zen.
Michael Sulivan, Professor de Arte Asiática, Colégio de Estudos Orientais e Africanos, Universidade de Londres.
sexta-feira, março 24, 2006
MOTHERWELL (1915-1991)

quinta-feira, março 23, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
o poder da arte
terça-feira, março 21, 2006
PRIMAVERA
foto: IMAcaso azul de pedras e de flores
a que os homens chamam primavera...
Coincidência de árvores e de céu
com o sol a alegrar tudo o que existe...
Tudo menos eu!
Eu que não ando às ordens do sol nem da lua,
nem de nenhum clarim,
e vim hoje de propósito para a rua,
pálido e triste
_ para me vingar de mim.
José Gomes Ferreira
Poesia - III
segunda-feira, março 20, 2006
MANIFESTO 24
sexta-feira, março 17, 2006
quinta-feira, março 16, 2006
quarta-feira, março 15, 2006
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
Nota:
Conclui-se hoje a publicação dos 14 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Animal gentilmente enviados a cada dia pelo Rui C. que também se preocupa com esta causa, e a quem agradeço.
terça-feira, março 14, 2006
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
segunda-feira, março 13, 2006
MR. GEORGE CLOONEY!!!
sexta-feira, março 10, 2006
quinta-feira, março 09, 2006
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
quarta-feira, março 08, 2006
NO DIA DA MULHER
foto: TASCHEN
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
terça-feira, março 07, 2006
o poder da arte

Primeiro esboço de árvore locatária
tinta e aguarela sobre papel branco, 33 x 21 cm, Viena, 1973
Foto: Taschen





































