quinta-feira, abril 28, 2005

No mais

Hoje acordei e vim aqui dizer que não aconteceu nada, não pensei nada, não senti nada mas que, no mais, tenho projectos grandiosos de obras, que me dão para o resto da vida. Acho que já é um bom começo, este de partir do nada. Nesse aspecto, eu e o meu armário de gavetas estamos iguais: vazios e à espera. A um escultor que numa praça pública cinzelava uma magnífica estátua perguntou um passante, olhando atónito para o bloco rude de pedra de onde ela emergia, como é que ele sabia que aquilo estava ali dentro. Assim estou eu, com a diferença que sou, numa só pessoa, a emergente estátua, o seu autor e o apatetado admirador.


"Roubado" daqui. Um blog a não perder!

14 comentários:

  1. Lá irei então, Isabel :-)
    A ti deixo-te uma mão cheia de beijinhos

    P.S.- Pelos vistos, hoje já se pode comentar, uf!!!

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  2. Querido Bird;

    Não sabia que ainda continuava a haver dificuldades no acesso ao meu blog. (:
    Eu deixei de as sentir, inclusivé no acto de "postar".
    Obrigada pela mão cheia de beijinhos, que retribuo. :)

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  3. Viva Isabel,
    E roubou muito bem!...Esta coisa de se ter o Mundo em gavetas lembra-me Mozart...E, jamais poderei explicar o seu porquê!
    Nem sei porque o recordo, refiro-ma a Wolfgang Mozart!Existem coisas, que a prória razão animada pela dita coisa, poderá algum dia vir a clarificar tais imagens guardadas, em prateleiras da nossa incontrolável memória.;)Saudações das tais.

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  4. Querida Musqueteira;

    Eu também não sei mas acredite que gostei da imagem.

    Quanto ao dito blog, apeteceu-me trazê-lo para a luz da blogoesfera porque palavras assim não podem ficar fechadas. Digo eu! :)

    Um abraço e as nossas saudações! :)

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  5. Pois tal como diz, também fez muito bem! Subscrevo a sua acção.Um móvel, é um móvel. As gavetas são meras gavetas. Agora as chaves do móvel...Essas, devem ser de quem as tem!Ora abertas ou fechadas, o que há lá dentro das ditas gavetas,devem ser papeis rascunhados?!... Algo me diz que vamos encontrar brevemente,em prateleiras mas, sem chaves nem gavetas, palavras escritas pelo seu autor!;)Saudações das nossas.

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  6. Fico então á espera que me diga a data em que o conteúdo das ditas gavetas vai chegar às prateleiras. :)
    Mais saudações das nossas.!

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  7. Eu sou o dito, o que vive engavetado nas suas gavetas, aprisionado em prosa e sonhador em verso. Nem sei o que diga, ao terem-me trazido de mão dada a passear a esta cidade colorida que são os espaços em que habitam. Qual Cesário Verde actual, e tal como ele trabalhando numa loja de ferragens, entre o ferro-velho quotidiano por subsistência, eis um campónio atónito pela côr e estonteado pelo movimento, agradecido. Obrigado, pois!

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  8. Fabuloso texto! Obrigado por o divulgares! Beijinhos!

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  9. Pois minha querida amiga,admiro como consegue você abrir determinadas gavetas e explanara-las, na luz deste presente planeta. Pois, está de parabéns. Despromovida eu desse dom, de andar de mãos dadas pelas ruelas desta cidade, dou comigo maravilhada com a destreza de como o faz. Agora mudando de assunto, já alguma vez esteve na Zululândia? Nada sei sobre o povo Zulu, tirando o que li num livro de Tom Sharpe! Ando fascinada por saber que ainda tão pouco sei, deste planeta!...
    Redobro as nossas Saudações.;)

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  10. Caro omegvts; :)

    Eu, também, agradecida me declaro, por me ter sido permitido aceder, diariamente, ao seu blog e poder beneficiar dos momentos que a sua escrita me proporciona. :)

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  11. Olá Francisco;

    Concordo contigo; fabuloso texto de um blog cheio de outras fabulosas palavras, que me apeteceu partilhar com os que me visitam aqui neste meu despretensioso cantinho.
    Um beijinho e obrigada pela visita. :)

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  12. Querida Musqueteira, Maria;

    Não se deixe, a minha amiga, enganar pela metáfora das palavras. :) O meu dom... se de dom se trata, é o de sentir a beleza das Artes e das Letras e de a querer divulgar e partilhar com amigos, conhecidos e desconhecidos.
    Quanto ao povo Zulu, pouco sei, além do que me foi dado aprender numa excepcional série de TV. Nem sequer sei o nome do autor do livro que a inspirou, nem do seu realizador. Para mim, saber que sei tão pouco, é um verdadeiro desespero. :)

    Um abraço e as nossas benditas saudações. :)

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  13. Quem rouba assim, é e sempre será perdoado; nem sempre a imaginação está ao nosso serviço, podemos muito bem, de vez enquanto, servirmos da imaginação alheia, mas desde que seja confessada... Estou a brincar, heim! Até eu fiquei com vontade de o larapiar, está simplesmente magnifico, ADOREI!
    Beijos abraços com roubos à mistura...

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  14. Olá friedrich; :)

    Pois... muito agradecida pela compreensão. É como diz, nem sempre a imaginação, etc. etc. etc. mas até nem foi o caso. Tratou-se mesmo de querer divulgar e partilhar um blog que andava a ler, desde que surgiu, e que muito prazer me tem dado. E atenção que o autor já tem outro, também excelente, e cujo link publicou. :)
    Volte mais vezes e sinta-se abraçado e beijado! :)

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