terça-feira, março 28, 2006

ROY LICHTENSTEIN (1923-1997)


Roy Lichtenstein no seu estúdio, 1985



A Melodia Persegue a Minha Fantasia, 1965

The Melody Haunts My Reverie

Tela de seda em vermelho, azul, amarelo, preto, 69,9 x 51,4 cm.



De certa forma, Lichtenstein sempre pareceu estar a considerar toda a arte quando pintava, pensando o que seria a arte, o que esta representava, para que servia, quando e se ele a desejava ou não.

Era quase impossível para Lichtenstein olhar para a arte com a reverência que a classe média instruída lhe dedicava. A banalidade fria transportada para a sua banda desenhada e para as suas imagens publicitárias, era um insulto para a instituição da arte, tradicionalmente ligada, como era, às coisas intelectuais e espirituais.



ART, 1962

Óleo sobre tela, 91,4 x 172.7 cm.

Minneapolis (MN), Collection Gordon
Locksley

A grande pintura ART era uma placa para ser pendurada na parede, prova positiva de que o seu dono era de facto um coleccionador, uma pessoa de cultura. Em que é que a arte se tinha tornado senão numa mercadoria, um simbolo da classe coleccionadora, uma relação de amor estética e incestuosa carregada de implicações metafísicas? Como uma instituição, a arte merecia ser posta em contacto com a realidade na forma de cultura popular.

Fotos: TASCHEN

HOJE,
CÁ
EM
CASA,
ESTAMOS
TODOS
COM
O
BENFICA!


segunda-feira, março 27, 2006

ROBERT MOTHERWELL


Peixes e faixa vermelha, 1954


Motherwell converte a figuração tradicional na afirmação de um gesto no vazio. A importância da imagem não reside tanto no reconhecimento do motivo como na observação de uma presença, de uma marca traçada pelo pincel.

Foto: Steven Sloman

domingo, março 26, 2006

A ARTE ZEN E A DISTÂNCIA OCIDENTAL



"A aldeia da montanha envolta en névoa", pintura de Eitoku, época Muromachi, obra que evidencia claramente o estilo zen em pintura onde as formas se reduzen ao mínimo e os traços são também difusos. Procura-se, assim, sugerir o vazio ou o todo que rodeia o fim ou limite das formas.

Foto: http://www.temakel.com/ensayobzenartejapon.htm


A PINTURA ZEN

A seita budista conhecida na China por Ch’an e no Japão por Zen foi o único ramo da fé budista a exercer uma profunda e duradora influência na pintura. A doutrina, trazida para a China no século VI por um monge indiano chamado Bodhidharma, era diferente da doutrina de todas as outras seitas, na medida em que negava absolutamente o valor dos templos, das imagens e escrituras, dos rituais, e até da própria doutrina, como meios auxiliares da obtenção da iluminação. Bodhidharma, o Primeiro Patriarca, ensinava que Buda devia ser encontrado, se encontrado viesse a ser, na alma do homem, e através da verificação desta verdade dentro de si próprio um indivíduo podia atingir o conhecimento da “essência de Buda”, que está presente em todas as coisas, animadas e inanimadas.

Depois de Bodhidharma, o budismo Zen cindiu-se em duas escolas rivais. A escola “nortista” fundada por outro monge indiano, Budhapriya, reivindicava que a verdade pode ser atingida através dos caminhos convencionais da disciplina e do estudo; a “sulista”, da qual fazia parte o Quinto Patriarca, Hui Neng, na qualidade de chefe principal, negava a validade destes meios, insistindo em que a iluminação provinha subitamente de si mesma e penetrava na mente despida de todas as impurezas intelecuais. A escola “nortista” corrompeu-se mas a “sulista” conservou o puro ensinamento de Bodhidharma e Hui Neng, vindo a tornar-se uma fonte de profunda inspiração para pintores, especialmente para os de tradição erudita.

Determinados artistas, considerando que os métodos ortodoxos já não estavam à altura das suas necessidades, começaram a experimentar técnicas tão ousadas e excêntricas como as dos modernos expressionistas abstractos. O clarão da iluminação Zen, impossível de comunicar por palavras, poderia manifestar-se no gesto expontâneo do pincel do pintor, e cada pintura destes mestres era uma revelação do próprio eu, carregada de sentido no próprio acto de pintar.

Os sectários de Zen, aqueles que eram somente teóricos, defendiam que qualquer pintor que exprimisse os seus momentos de iluminação com expontaneidade absoluta actuava no verdadeiro espírito de Zen.

Michael Sulivan, Professor de Arte Asiática, Colégio de Estudos Orientais e Africanos, Universidade de Londres.

sexta-feira, março 24, 2006

MOTHERWELL (1915-1991)

Robert Motherwell em 1988
(Foto: Renate P. Motherwell)


Je t'aime, nº. II, 1955

Como se se tratasse de um calígrafo oriental, Motherwell exprime-se pictoricamente através de letras, números ou palavras.

O gesto escrito - uma declaração de amor - reafirma, além disso, o carácter mental da pintura e a sua rejeição da imitação realista.


O VAZIO E O GESTO

Perante a tradicional concepção do quadro como uma janela que ao mesmo tempo nos une e nos separa de outras realidades, Motherwell identificou em várias ocasiões as suas pinturas com paredes ou muros intransponíveis e, sobretudo, com representações de um espaço vazio absoluto: "Tudo o que acontece no plano do quadro acontece diante de um vazio metafísico". Esse espaço vazio é o espaço dos nossos próprios gestos, e os motivos que o animam são a marca do movimento de uma mão que "se deixa levar" ao contacto do pincel com a superfície da tela ou o papel. O processo pictórico é parecido com a experiência quotidiana de traçar riscos sobre a superfície de areia de uma praia ou com o trabalho dos calígrafos orientais. O próprio Motherwell assinalou a afinidade entre o seu trabalho e certos tipos de pintura oriental - como a relacionada com o Zen -, também caracterizados pelo valor concedido ao gesto e ao vazio.

Foto: Steven Sloman

quinta-feira, março 23, 2006

sempre!

na riqueza
na pobreza,
na vitória
na derrota,
até que a morte nos separe!

e mesmo assim... não sei!

quarta-feira, março 22, 2006

o poder da arte

HUNDERTWASSER
Girassóis; Aguarela; 32 x 26 cm; San Gimignano; 1949


Hundertwasser quer, com esta imagem executada com uma simplicidade extrema, demonstrar que todo o mundo pode pintar.

Foto: Taschen

terça-feira, março 21, 2006

PRIMAVERA

as primeiras do ano

foto: IM

Acaso azul de pedras e de flores

a que os homens chamam primavera...

Coincidência de árvores e de céu

com o sol a alegrar tudo o que existe...

Tudo menos eu!

Eu que não ando às ordens do sol nem da lua,

nem de nenhum clarim,

e vim hoje de propósito para a rua,

pálido e triste

_ para me vingar de mim.

José Gomes Ferreira

Poesia - III


segunda-feira, março 20, 2006

MANIFESTO 24


manuel carmo

inauguração da sua exposição

Manifesto 24

23 de março a 23 de abril 2006

Angel Orensanz Foundation, Center for the Arts
172 Norfolh St., New York, NY 10002 (Off East Houston St).

quinta-feira, março 16, 2006

quarta-feira, março 15, 2006

arte






DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 14º

Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

1 - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.


Nota:
Conclui-se hoje a publicação dos 14 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Animal gentilmente enviados a cada dia pelo Rui C. que também se preocupa com esta causa, e a quem agradeço.

terça-feira, março 14, 2006

MR. GEORGE CLOONEY - TAKE IV




HI, LADIES!!!

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 13º

O animal morto deve de ser tratado com respeito.

1 - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

segunda-feira, março 13, 2006

MR. GEORGE CLOONEY!!!























Depois de ouvir e ver as notícias do dia, de não me apetecer, sequer, pensar neste 'lugar mal frequentado' em que vivemos, e de não ter nenhuma tela nova para mostrar optei pelo CLOONEY! Espero que concordem; pelo menos as 'meninas'! :)

sexta-feira, março 10, 2006

quinta-feira, março 09, 2006

CARAS AMIGAS...

... e amigos, também!


O DIA DA MULHER...


É TODOS OS DIAS!

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 12º

Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

1 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

quarta-feira, março 08, 2006

NO DIA DA MULHER

MATISSE
Nu Azul IV, 1952
Nu Bleu IV
Gouache recortado, 103 x 74 cm.
Nice, Musée Henri Matisse


foto: TASCHEN


Para se levar a bom termo a missão de esposa, mãe e... assalariada, é preciso ter aparência de mulher, comportar-se como senhora, pensar como homem, e trabalhar como um cavalo.

autor desconhecido

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 11º

Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

terça-feira, março 07, 2006

o poder da arte

HUNDERTWASSER
O PINTOR-REI DAS CINCO PELES

Primeiro esboço de árvore locatária

tinta e aguarela sobre papel branco, 33 x 21 cm, Viena, 1973


Foto: Taschen

A GRATIDÃO...

...DEPOIS DO SALVAMENTO!



Foto: "The Observer"

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 10º

Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

1 - As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

segunda-feira, março 06, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

sábado, março 04, 2006

o poder da arte


HUNDERTWASSER
Tree Tenants Do Not Sleep
Tree Tenants Wide Awake

técnica mista, 38 x 38 cms, Tunes, 1973

As árvores que crescem dentro e sobre as casas pagam regularmente a sua renda fornecendo valores reais como o óxigénio, o belo e o silêncio, absorvendo a poeira e regularizando o clima.
Foto: Taschen

sexta-feira, março 03, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 8º

A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

1 - As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

quinta-feira, março 02, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

F.A.Q.

Ao fazer um carregamento de um qualquer telefone de rede móvel numa Caixa Automática, e caso se opte por não pedir factura, esse operador fica obrigado ao pagamento dos respectivos impostos?

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 6º

Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

1 - O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

lagartos e lampeões

Não sei porque falam tanto do maior Derby de Portugal: o Sporting - Benfica.
Infelizmente, o máximo a que qualquer destes clubes pode aspirar é ao 3º lugar.
Não, não é engano, é mesmo o 3º lugar; pois, segundo o Expresso desta semana, atrás do F. C. do Porto está... a Polícia Judiciária!!!

Os meus agradecimentos ao Pedro Magalhães pelo envio do e-mail.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 5º

Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

1 - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 4º


Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.


1 - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Artigo 3º

1 - Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.

2 - Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Olá!


Olá, Sou a Bárbara! Uma cadela cruzada de pastor alemão e rafeiro e vivo na APCA - Associação de Protecção aos Cães Abandonados, Canil de São Pedro de Sintra.

Como eu há vários cães que têm padrinhos e muitos que não têm, mas todos aguardamos um dono que nos adopte.

A APCA luta com falta de verbas para nos alimentar e prestar os cuidados médicos de que necessitamos. Dê-nos a sua ajuda, nem que seja na forma de um pequeno saco de ração, um cobertor, um contributo, uma quota de sócio ou até a divulgação do nosso site.


Eu tenho uma Madrinha! Obrigada Isabel Magalhães.

A APCA estará no Jumbo de Cascais no próximo Sábado, dia 25 de Fevereiro para fazer recolha de bens para os nossos cães. Iremos divulgar o nosso trabalho e fazer recolha de bens que nos fazem falta: ração, comedouros, camas de plástico, trelas, coleiras, desinfectantes e artigos de limpeza, etc. Tudo o que faz falta num canil!

Em nome dos nossos cães, por favor divulgue esta iniciativa.

Contamos com a sua presença em mais esta nossa acção!

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 2º

1 - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2 - O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.

3 - Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

o meu cão...


isabel magalhães
o meu cão ensonado sobre a linha do horizonte
1998, 60 x 50 cm, técnica mista, óleo sobre tela


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978


Preâmbulo:

  • ü Considerando que todo o animal possui direitos;
  • ü Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
  • ü Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
  • ü Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
  • ü Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
  • ü Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

domingo, fevereiro 19, 2006

o poder da arte II

HUNDERTWASSER
O PINTOR-REI DAS CINCO PELES



O Jardim dos Felizes Defuntos

óleo sobre madeira, 47 x 58,5 cm, Saint-Maurice, 1953

Conceito profético de um cemitério ecológico onde os mortos sobrevivem nas árvores plantadas por cima dos seus túmulos.


2000

Morre num sábado, dia 19 de Fevereiro, no Oceano Pacífico, a bordo do paquete "QUEEN ELIZABETH II", vítima de ataque cardíaco. De acordo com os seus desejos será sepultado em harmonia com a natureza na sua propriedade na Nova Zelândia, no Jardim dos Felizes Defuntos, sob uma Liriodendron tulipifera. (árvore de grande porte da família das magnólias)


Foto: Taschen

sábado, fevereiro 18, 2006

30 dias 30 direitos

Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem


Artigo 30.º

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

***


Conclui-se hoje a publicação dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem que me foram cedidos pelo Rui ao longo destes dias e a quem aproveito para agradecer.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

o poder da arte II

HUNDERTWASSER

A nossa época encontrou no pintor-rei o mais formidável acusador do pensamento totalitário, da energia nuclear às manipulações genéticas, da protecção do ambiente à organização do quadro de vida. Hundertwasser assume integralmente a sua forma de ver perante as contradições da nossa sociedade pós-industrial. O seu trunfo é a sua arte, a criadora do belo: da harmonia natural, da paz, da felicidade.
Nenhum criador visionário e responsável esteve tão presente como ele em todos os momentos quentes dos últimos cinquenta anos, para aí fazer ouvir a voz generosa de uma consciência livre. Onde for necessário desmistificar um abuso de poder económico ou político, um excesso tecnológico, um ultraje à natureza, Hundertwasser está presente pela virtude clarificadora da sua arte, dos seus posters, dos seus discursos.
Tudo está inscrito na sua pintura que é o revelador da sensibilidade, o livro aberto do destino: ela traduz a intuição em imagens e essas imagens inspiram as principais orientações do pensamento e da acção.
À globalização de uma cultura subserviente à economia, o pintor-rei opõe a resistência compacta e coerente de um indivíduo que resolve passar a vida a cultivar e enriquecer a beleza da sua relação pessoal com o mundo: o desenrolar da expiral concêntrica das cinco peles do homem.
A sua única arma é a arte, concebida como o completo potencial humano da sua criatividade: um potencial cujos resultados actuais, por mais parciais e pontuais que sejam, já provaram ser convincentes apesar dos obstáculos e da oposição que suscitam. O número de pessoas que vive melhor por causa de Hundertwasser, está destinado, pela força das circunstâncias, a aumentar de forma continuada.
É esse o poder da arte: Hundertwasser oferece-nos uma espantosa e cativante forma de a usar - primeiro para viver, em vez de sobreviver, e depois para viver sempre melhor.
O pintor-rei das cinco peles vê o mundo como um quadro sempre mais belo. Tudo vem da arte e regressa à arte.

Pierre RESTENAY
Paris, Setembro 1997

Foto: Taschen. Hundertwasser: projecto arquitetónico para a cidade de Osaca. Este pormenor mostra a chaminé, 1998
Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem


Artigo 29.º

1. O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.

2. No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.

3. Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

o poder da arte

HUNDERTWASSER
quinta pele: o meio global - ecologia e humanidade


A ecologia é a pedra de toque da sensibilidade de Hundertwasser, o citoplasma sensitivo da sua quinta pele. Hundertwasser é naturalmente "verde" como é naturalmente pintor, austríaco, cosmopolita e pacifista. A natureza é a realização suprema, fonte da harmonia universal: o seu imenso respeito pela natureza suscitou nele o desejo de a proteger contra os atentados do homem e da indústria.


A Retrete de Humus (1975)

Hundertwasser com a retrete autofabricada


Poster para a "Conservation Week", Nova Zelândia, 1974

"Plantar uma árvore é um acto ecológico, arrancá-la é um acto político."


Perfume de Humus, técnica mista, 60,5 x 49,5 cm, Algajola (Córsega), 1979

Poster de Hundertwasser para Ralph Nader "Plantem Árvores - Combatam o Perigo Nuclear" (versão alemã), Washington, 1980


Poster de Hundertwasser "Salvem as Baleias - Salvem os Mares", para o Greenpeace e para a Societé Cousteau, San Francisco, 1981


Autocolante para "Mais Verde em Viena", 1980


Poster de Hundertwasser "A Natureza Livre é a Nossa Liberdade", 1984


Poster de Hudertwasser "As Crianças e o Ambiente" para o programa ecológico das Nações Unidas, Nairobi, 1988


Poster de Hundertwasser "Utilize o Transporte Público - Salve a Cidade", para o Union Internacionale des Transports Public, Budapeste, 1989

Foto: Taschen